AS PESSOAS NÃO RESISTEM AS MUDANÇAS, RESISTEM A SEREM MUDADAS

Muito recentemente, li um artigo do Arthur Bender, um gaúcho, publicitário, amigo de longa data, que já não via há muito tempo. Aliás é curioso o que fazemos com nossas relação e laços de amizade. Vamos cada vez mais trabalhando, obtendo êxitos, conquistando e ao mesmo tempo nos distanciamos daqueles que eram nossos juizes, júri, parceiros, amigos e para quem no passado contávamos nossos sonhos e ajustávamos os caminhos. Lembro-me das diversas ocasiões em que eu e o Arthur debatíamos entusiastamente de como seria quando lá, em nossos objetivos tão inspirados, chegássemos.
E em um dado momento de nossas vidas, incomodados pelos obstáculos e, às vezes, até pelas nossas conquistas e êxitos, nos forçamos a revisar, repensar, recriar, reinventar, para poder continuar. Nesta hora, recorremos ao passado, resgatando estes que foram e nos são importantes, para nos ajudar a recuperar a energia e o foco que com o passar dos anos vão sendo perdidos.
Nesta hora fazemos um esforço descomunal para nos re-alinharmos e relembrar o nosso estilo, nosso verdadeiro ser. É o resgate do nosso DNA, que determina nosso “estilo” de ser e estar.
É a hora de encararmos a nós mesmos, e mais uma vez optar por um caminho, indo ou não em uma nova direção, na tentativa de voltar a ter um crescimento contínuo.

O fracasso é sucesso quando aprendemos com ele. - Forbes
Um dos grandes problemas com os quais lidamos na modernidade, talvez o maior deles, seja o comodismo.
Aparentemente possuímos uma tendência a postergamos as ações ou atitudes que são importantes por acreditarmos que sempre teremos tempo para corrigir, melhorar ou implementar algo. Quando encontramos uma suposta fórmula de sucesso, tendemos a nos fixar nelas e perdemos de vista a necessidade de buscar meios de melhorar ou ainda não percebemos que não estamos adequados a nossos empregos. Com o tempo, isso faz com que nos tornemos medíocres em áreas ou situações que anteriormente tínhamos proficiência e competência.
Quando necessitamos tomar algum tipo de decisão e não a tomamos, implicitamente tomamos a decisão de nada fazer, e neste sentido, muitas vezes, não percebemos que perdemos espaço para profissionais mais agressivos ou empresas que se movem no sentido de estarem melhores. Em tempo algum se tornar obsoleto foi tão rápido, em tempo algum se manter constantemente em aprimoramento foi tão substancial.
Assim, responda sinceramente: será que se tivesse que trocar de emprego ou empresa você seria um profissional com grandes chances? Ou existem ações ou atitudes que você deveria tomar para poder ser competitivo, como por exemplo uma reciclagem pessoal?
Nosso dia-a-dia é marcado por inúmeras dúvidas a respeito do que fazer, como fazer, por que fazer ou ainda por onde começar a fazer algo. A condição humana tem em sua própria natureza o medo e a dúvida de estarmos iniciando novos projetos em nossas vidas e assim muitas vezes demoramos tempo demais para iniciarmos algo no sentido de estarmos melhores como profissionais e acabamos perdendo espaço.
Quando a situação começa a se apresentar mais severa e inspirar cuidados imediatos, por vezes nos causa a perda de entusiasmo pelo que fazemos e nos remete a uma condição de desgosto. Quantos hoje podem dizer que trabalham por prazer, por paixão, por e com tesão. Que seu trabalho é exatamente aquilo que se sonhou ou desejou algum dia ou em algum momento da vida? A perda de entusiasmo provoca não só ansiedade e desgosto, mas com o tempo cria a apatia e o desejo de mudar, desejo este que muitas vezes não passa de vontade não realizada.
Não faça pouco por acreditar que não precisa ou que não adianta, ou ainda que já está velho demais ou já se conhece tudo a respeito da sua profissão ou ramo de atividade. Nosso sucesso é proporcional ao esforço que desprendemos para consegui-lo.
Um dos maiores sábios de todos os tempos uma vez disse que uma longa viagem começa com um único passo. O que falta para que você comecemos a caminhar no sentido de ter prazer ou ser competitivo naquilo que fazemos? Não esqueça que nada é pior do que criar rugas na alma e envelhecer sem ter ao menos feito e deixado sua marca.
Poucas coisas são piores do que perder a esperança e vermos nossos desejos, planos e anseios se distanciarem de nós, como quem em uma corrida tropeça e cai e fica observando do chão os outros corredores cruzarem a linha de chegada.
Nunca se esqueça que somos como produtos expostos na prateleira de um grande supermercado. Alguns serão comprados, outros simplesmente perderão a validade
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Cláudio Tomanini